segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

EGO

Boa Tarde

Hoje me vi pensando em relação a vida, ao seres humanos, aqueles que estudam a expansão  da consciência, aqueles que sabem muito, estudam muito e aplicam em suas vidas seu aprendizado e me deparei com algo muito triste. Algo que me deixou pensativa e que me fez me observar mais.Percebi que muitas dessas pessoas,estão sim evoluindo em conhecimento, mas estão deixando seus Egos tomarem suas decisões e pior, não percebem.

Em minha opinião isso ainda é muito egóico.

Ditam suas verdades como se a minha verdade ou a do outro necessite ser a mesma, não respeitam a opinião dos outros e pior julgam constantemente quem está certo, como elas, e quem não está.
Isso é expandir? Se for, não posso me colocar nesse grupo, porque para mim expansão da consciência está vinculado a ampliação das percepções sobre si mesmo e em relação ao todo. Através dela, uma pessoa deixa de viver no modo automático e abre seus olhos para entender seus sentimentos, emoções e as reações que eles geram em seus pensamentos e comportamentos, na forma como nos conduzimos, nos portamos, nos mostramos. 

Porém, não podemos e nem devemos acabar com nosso Ego, ele faz parte de nossa vida aqui na terra, ele nos mostra nosso senso de identidade, o que não podemos deixar, é acreditar que ele,e somente ele, é que  nos norteia sempre,  ou quando acreditamos que ele é tudo que existe, criando atitudes autocentradas,  narcisistas ou ainda as do tipo “eu sou melhor que eles”, etc.

Li algum tempo atrás em um artigo que,o  Ego não é bom nem mau, ele só precisa ser amadurecido e educado, que não devemos jamais brigar com ele, mas devemos aceitá-lo, analisa-lo e partir para as mudanças que  são necessárias ao nosso desenvolvimento, a nossa expansão.


Então, para você que acredita estar expandindo sua consciência, se observe, descubra quem está ditando seus comportamentos, suas opiniões, sua vida.

Se for seu Ego, tenha uma conversinha com ele, diga a ele que você não irá abandoná-lo, que ele também é importante mas deixe claro que quem comanda as rédeas de sua vida , é você.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Maria vai com as outras




Maria era secretária, atuava nesta mesma função, tempo suficiente para receber a promoção que tanto almejava, queria ser Assistente do Diretor. Mas Maria continuava lá, atendendo o telefone, marcando e controlando compromissos da chefia e demais colegas, digitando diversos documentos, enfim executando suas tarefas.
Fazia faculdade a noite, e também estudava inglês, estava sempre se capacitando, mas não saia do lugar. Porquê? O que acontecia com ela? Muitas de suas colegas haviam sido promovidas para “ene” cargos com menos tempo, porque ela não era vista?
Conheci Maria em meu primeiro dia de trabalho, foi a primeira pessoa a me receber, atenciosa, cordial, bem arrumada, enfim, gostei dela à primeira vista.
Comecei a exercer minhas funções e sempre que utilizava os serviços dela, me encantava, ela era profissional na medida, era alegre, sabia se comunicar e seus serviços eram sempre feitos com esmero, nunca precisei pedir a mesma coisa duas vezes, ela atendia e entendia de pronto, o que era solicitado. Percebi o quanto ela era inteligente, o quanto era perspicaz, enfim o “quanto” ela era perfeita naquilo que fazia.
O tempo passou, e mais ou menos, dois meses depois de estar lá, e com mais tempo livre para observar, percebi que havia algo errado com ela, porque alguém que realiza tão bem suas atribuições, fica na mesma função tanto tempo? Comecei a indagar a mim mesma, será que ela gostava tanto assim, que não queria fazer outra coisa?
Aquele ponto de interrogação em minha cabeça começou a me fazer observar Maria melhor, como suas atitudes nas reuniões, sempre que uma opinião era solicitada ela anotava algo, então eu pensava, ela vai falar, mas nada, calada estava e calada ficava até o final. Sempre assim, dia a pós dia, reuniões e mais reuniões. Anotava sempre quando opiniões eram solicitadas e também quando outros colegas expunham suas ideias, mas nada, nem uma tentativa, minha curiosidade aguçou mais ainda, o que ela anotava? Já estava em cólicas de tanta curiosidade.
Então, comecei a sondar colegas, claro que com descrição e muita sutileza sobre o que achavam do trabalho dela, etc. A maioria elogiou muito e não consegui nada, mas um dia, num bate papo informal, uma menina que estava sempre com ela no intervalo de almoço, me disse algo mais ou menos assim:
_ Maria é ótima, muito inteligente, esforçada, mas se desmotiva fácil.
Perguntei:
_ Como assim?
_ Ah, Maria almeja um novo cargo, mas se alguém disser a ela que é impossível, porque ela não tem qualquer atributo ou sei lá o quê, ela desiste. Na realidade, Maria é uma coitada que acredita sempre na opinião dos outros, é a verdadeira Maria vai com as outras, já cansei de falar, mas ela escuta o que quer.
Fiquei estupefata, tinha descoberto o motivo, Maria não conhecia a líder que existia dentro dela, não acreditava no seu potencial de verdade, deixava que suas crenças limitantes, e a opinião alheia falassem por ela. Mas minha dúvida em relação ao que ela tanto anotava, ainda me deixava muito curiosa, você também deve estar, não é?
Pois bem, pensei, vou ajudar essa menina a despertar esse potencial todo. Mas falar com sua chefia direta ou mesmo levar isso para outra pessoa, poderia piorar a situação, ela precisava ser treinada a pensar, ser reprogramada, adquirir autoconfiança, acordar a líder adormecida dentro dela, e naquela época a empresa dispunha apenas de um “Departamento de pessoal” que era responsável pela parte burocrática, como admissões e demissões, folha de pagamento, etc., uma efetiva Gestão de RH inexistia, sendo assim, não existiam práticas e técnicas definidas com o objetivo de administrar o comportamento e potencializar o capital humano.
Então, falei com o Diretor, e solicitei uma pessoa para trabalhar comigo, expus meus motivos e necessidades, e ele me atendeu prontamente, pois entendeu o quanto eu estava sobrecarregada naquele momento, apenas me perguntou de que forma eu o faria, se poderia aproveitar um funcionário interno ou iria solicitar recrutar alguém de fora.
Respondi de imediato, que queria aproveitar Maria, a secretária.
Ele me olhou como se a bomba atômica tivesse sido explodida ali mesmo, e me disse:
- A Maria? Tu realmente me surpreendes, ela é ótima no que faz, mas acredito que seja só para isto que sirva, pois não tem iniciativa, não dá opiniões nunca, não se candidata as vagas internas, enfim parece mais um robô do que alguém competente de fato.
Respondi com um clichê, pois foi a primeira coisa que me veio à cabeça, vendo-o falar dela daquela forma:
_ Uma pedra bruta só vira diamante se for lapidada, será que o senhor me permite fazê-lo?
_ Está bom, confio em você. Faça, mas quero resultados efetivos.
No outro dia cedinho, Maria foi chamada ao Departamento pessoal e informada que havia sido transferida de função e depois encaminhada a minha sala.
Lembro como se fosse hoje, estava petrificada, me olhou e disse baixinho:
_ Desculpe-me, mas acho que a senhora se enganou, eu ainda não tenho a experiência que o cargo exige e gostaria que a senhora reconsiderasse e me deixasse voltar ao meu lugar.
_ Se pedi você é porque acredito ser a pessoa ideal para trabalhar comigo, pegue suas coisas e ajeite-as em sua mesa, respondi.
Comecei dando-lhe serviços mais simples e fui ganhando sua confiança, conseguindo tirar dela todo aquele medo e insegurança que tinha e a impediam de realmente mostrar seu verdadeiro potencial, utilizei diversas técnicas de PNL (programação neolinguísticas), poder mental, emprestei livros sobre liderança e auto domino, sem ela sequer perceber o porquê de tudo aquilo, aproveitei o fato dela ser “Maria vai com as outras”, ela iria acatar e fazer, e ela o fez. Foi se soltando, percebendo que podia um pouco mais a cada dia, ganhei sua confiança e sua amizade. Começou a questionar, no início timidamente, e com o tempo se soltou, então um dia, em uma de nossas tantas reuniões, alguém pediu uma opinião, para minha surpresa Maria anotou, para logo após levantar a mão e falar, confesso a vocês que, quase levantei e a abracei. Após olhares aturdidos dos colegas, Maria falou e não só o fez, como apresentou a melhor solução para o problema exposto. Aquele caderno que ela trazia sempre nas reuniões, era “aprendizado” dizia ela, pasmem, era onde anotava todos os problemas apresentados e onde escrevia sua opinião e na maioria das vezes a solução.
Quanto tempo gasto com soluções desnecessárias poderiam ser evitados, quanto tempo na mesma função poderia ter sido melhor aproveitado se, Maria conhecesse a si mesmo, acreditasse em si, percebesse o líder interno adormecido, e pudesse criar asas e voar.
Mais tarde indiquei a ela cursos, leituras, etc., que pudessem ajudá-la a se tornar cada vez mais senhora de si, mostrei a ela que quando se quer algo verdadeiramente, é só buscar, que a lei da ação e reação é real, você busca, você recebe, que se houver foco e determinação real, nada poderá lhe impedir de chegar aonde você se propor a ir.
Mas, a lição que tiramos daqui é que nunca duvide de você, nunca se desmereça, você é merecedor de tudo que é bom, você pode liderar outras pessoas se souber liderar a si mesmo, você não deverá nunca atropelar alguém pelo caminho para encurtá-lo, mas trilhá-lo com decisão e sabedoria, saber “ser” humano, saber deixar para trás tudo aquilo que te demove de seus sonhos e objetivos. Não deixe que seu trabalho se torne um estorvo, aprenda a saber o que quer, o que realmente te realiza, depois lidere. E, sendo líder saberás identificar outros, naquela época por motivos diversos, nenhum chamado “líder de equipe” foi capaz de enxergar Maria, nenhum entre todos e, não eram poucos, foram capazes de perceber aquele potencial, estavam tão centrados em seus próprios umbigos, que não conseguiam ver além.
Peço que reflita sobre seu potencial, Emily Dickinson dizia, com toda razão, que “as pessoas ignoram própria altura até se colocarem em pé”.

EGO

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